quarta-feira, 28 de março de 2012

Domingo de Ramos: dia da Coleta Nacional da Solidariedade

Domingo de Ramos: dia da Coleta Nacional da Solidariedade
No próximo domingo, dia 1º de abril, dioceses, paróquias e comunidades de todo país celebrarão o Domingo de Ramos, dia em que cristãos e cristãs fazem memória a entrada de Jesus em Jerusalém. É nesta data que a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade.
Voltado para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõe o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.
Em 2011, somente o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) apoiou 320 projetos sociaisem todo Brasil. Confira a retrospectiva:
(clique na imagem para ampliá-la)
Em 2012, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, a Campanha da Fraternidade (CF) reflete junto aos seus fiéis temas como a atual situação do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto base da CF 2012, dados do IBGE mostram que enquanto os mais ricos usam a maior parte de seu orçamento com saúde no pagamento de planos privados, os mais pobres têm os remédios como item de maior consumo de seus gastos com saúde.
Participe da Coleta Nacional da Solidariedade e contribua para a promoção e o apoio a projetos sociais de todo país.
por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional

1ª ETAPA DA ESCOLA DE FÉ, POLÍTICA E TRABALHO 2012 REÚNE 95 INSCRITOS EM CAXIAS DO SUL

Com o objetivo de ‘contribuir para a formação e articulação de lideranças nos vários âmbitos de atuação da realidade, gestando a criação de uma mentalidade nova, mais de acordo com o Ensino Social da Igreja, que permita um sentir e agir cristão comprometido e responsável pela construção de uma sociedade solidária’ aconteceu nos dias 17 e 18 de Março de 2012 a 1ª etapa da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho da Diocese de Caxias do Sul.

A Escola que este ano conta com 95 inscritos de várias cidades inclusive fora da área de abrangência de nossa Diocese é coordenada pela Cáritas da Diocese de Caxias do Sul e tem o apoio e parceria fundamental do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. O tema desta etapa foi: “As grandes transformações socioeconômicas e ético culturais” e ficou a cargo da assessoria do Professor Doutor em Educação Laurício Neumann que através de uma análise de estrutura e conjuntura abordando as grandes transformações (revoluções) ocorridas: Agrícola, Industrial, Informacional e Biogenética conclui-se que trouxeram grandes mudanças de forma positiva, mas que também resultam em uma sociedade de indivíduos individualistas, firmada numa ideologia consumista, exploradora do ser humano, da natureza e relativista que perdeu a noção de uma sociedade fundamentada na ética.

Laurício ressalta também que esta Escola é uma escola de fé, na política, no trabalho, de formação cristã e como tal seus participantes são convidados a participar de forma construtiva e efetiva (utópica?) na transformação desta sociedade individualista em sociedade plural respeitando as diversas opiniões construindo relações de gratuidade onde fazemos algo pelo outro sem esperar nada em troca, comprometidos “com os ideais de justiça social e de solidariedade” a partir do exemplo de Jesus Cristo.

Nesta primeira etapa, tivemos a visita de nosso bispo D. Alessandro Ruffinoni, que parabenizou a todos/as pela escolha em participar da Escola, e nos encorajou para a perseverança e que os conhecimentos trocados possam nos ajudar em nosso dia a dia.

A próxima etapa da Escola de Formação Fé Política e Trabalho acontece nos dias 21 e 22 de Abril e terá como tema “Visão histórica dos projetos de nação brasileira a partir de 1930” e contará com a assessoria da professora Dra. Eloísa Capovilla da Luz Ramos da Unisinos.

CÂMARA DOS DEPUTADOS REALIZA SESSÃO SOLENE SOBRE CF 2012

Nesta terça-feira, 27/03, às 10 da manhã, a Câmara dos Deputados realiza, em Brasília, uma sessão solene sobre a Campanha da Fraternidade 2012, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que debate a saúde pública. A proposta do evento partiu de um grupo de oito deputados de diferentes partidos.

No último dia 19, uma sessão parecida ocorreu no plenário do Senado Federal, com a presença do presidente da casa, José Sarney. Naquela ocasião, a CNBB foi representada pelo secretário executivo da CF/2012, padre Luiz Carlos Dias, que destacou a relevância da temática. Ele avaliou que a saúde pública no Brasil não vai bem, apesar de avanços como a redução da mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida no país.

Além de tratar da qualidade do serviço público de saúde, a CF/2012 também incentiva um empenho maior da Igreja pela participação da população no controle externo da saúde, incentivando a atuação nos Conselhos Municipais de Saúde.Fonte Sul 3- da CNBB

domingo, 25 de março de 2012

CEBs e Missão

As novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, recentemente aprovadas pela Assembleia da CNBB, partem da necessidade urgente, apresentada na V Conferência Latino-americana e Caribenha, a de uma Igreja em estado permanente de missão. Fazem dela a primeira de suas cinco urgências, a base central e o eixo de referência para as outras quatro.

Que significa isso, uma Igreja em estado permanente de missão?

Primeiro, que a Igreja é, por sua natureza, missionária. Os quatro Evangelhos mostram isso muito claramente. Todos eles lembram o mandato missionário deixado por Jesus.

Em Mateus, Jesus diz: “Foi-me dada toda autoridade no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado ” (Mt 28, 18-20).

Em Marcos, Jesus diz assim: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado” (Mc 16, 15-16).

Em Lucas, na aparição como peregrino aos discípulos de Emaús, Jesus fala: “ ... o Cristo sofrerá e ressuscitará... e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém” (Lc 24, 46-47).

Em João, Jesus aparece aos apóstolos, junto ao lago, onde haviam passado a noite sem pescar nada, e pede-lhes para lançar as redes. Então apanharam grande quantidade de peixes. Em seguida, dialogando com Pedro, explicita a missão significada pela pesca e sua necessária condição: “Tu me amas? ... Tu me amas?... Tu és meu amigo? Então cuida dos meus cordeiros... apascenta minhas ovelhas” (Jo 21, 4-17).

Se a Igreja possui, como visto, uma constituição missionária, então é necessário que ela o seja de fato, que exerça continuamente essa sua missionariedade. Aqui, nesta acepção, Igreja em estado permanente de missão significa Igreja em exercício permanente de missão. È nisso sobremaneira que as novas diretrizes insistem, oferecendo fundamentação para formar uma consciência missionária e pistas de ação.

E qual é a relação das Comunidades Eclesiais de Base com essa Igreja em exercício permanente de missão?

Uma Igreja em exercício permanente de missão exige estruturas missionárias, uma organização missionária. Ora, as atuais estruturas da Igreja são preponderantemente de conservação, não de missão. Em vez de ir ao encontro das pessoas, visitá-las indistintamente, criar relacionamentos de amizade e mútua ajuda, proporcionar-lhes momentos de encontro com Cristo, de escuta da Palavra de Deus, de reflexão e oração, a Igreja permanece recolhida ou encolhida em seus domínios, esperando que as pessoas rompam seu isolamento, venham até ela e busquem seus serviços.

Nas CEBs ou Grupos Eclesiais que para elas caminham, há um novo estilo de Igreja, o estilo das origens, o das primitivas comunidades cristãs. É a volta às fontes. Após a ressurreição de Jesus, seus discípulos começaram a se reunir nas casas, sob a liderança dos apóstolos e seus colaboradores. Ali iniciou-se um processo de formação, tomando como modelo o próprio Jesus, seu jeito de se relacionar com o Pai, de ouvir sua Palavra, ir ao encontro das pessoas, dialogar e buscar solidariamente soluções para os problemas da vida.

Ali, nesses encontros de base, construía-se a Igreja. Seus pilares eram a Palavra de Deus, a comunhão e partilha fraternas, a oração e a fração do pão (eucaristia). Neles participavam adultos, jovens, homens e mulheres, idosos e crianças. Tudo na simplicidade e alegria, próprias das pessoas de fé. Do jeito como se diz num provérbio africano: “Gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudam a face da terra.”

Essa antiga novidade começou a ser retomada oficialmente pelo Concílio Vaticano II, o grande marco de renovação da Igreja, colocado há cinquenta anos. Foi na esteira desse Concílio e dos movimentos que o provocaram, entre eles o do Mundo Melhor, que nasceram as CEBs. Isso aconteceu no Brasil, ao redor dos anos sessenta. Em 1964, o episcopado brasileiro assumiu esse projeto, que em seguida se difundiu para a  Igreja toda.

Convém historiar um pouco. Entre os anos 1967-1970, o Grupo Promotor do Mundo Melhor, primeiro na Argentina, depois na sede internacional de Roma, continuando a propor as CEBs, colocava-se uma série de perguntas à luz das experiências em ato: quais e quantos membros devem compor as CEBs? Como entendê-las e distingui-las dos outros grupos existentes? As CEBs são tais desde o início ou devem cumprir um itinerário de educação à fé? Neste caso, qual? Devem elas ser promovidas uma a uma ou todas ao mesmo tempo? Como acompanhá-las e coordená-las entre si? Que fazer com o resto dos batizados que delas não participam? Como evangelizar o povo enquanto tal? As respostas a essas e outras perguntas, com elas a consciência da imprescindibilidade de uma pastoral de conjunto, fizeram intuir a necessidade de uma nova imagem de paróquia, entendida então como comunhão de comunidades, em Aparecida denominada comunidade de comunidades.

Se as cinco urgências apresentadas nas novas diretrizes, Igreja, estado permanente de missão, Igreja, casa da iniciação à vida cristã, Igreja, lugar de animação da vida e da pastoral, Igreja, comunidade de comunidades e Igreja a serviço da vida plena para todos, podem e devem perpassar  todas as pastorais, os serviços, movimentos e grupos da Igreja, elas se realizam, de um modo muito particular, nas Comunidades Eclesiais de Base.

As CEBs e os Grupos Eclesiais em vias de se tornarem CEBs são, dessa forma, as células primárias, os núcleos básicos de estruturação da Igreja em estado permanente de missão.
                                                           * Bispo Referencial das CEBs no Regional 

Romaria das Águas

A Diocese de Governador Valadares, juntos aos representantes de entidades e pastorais sociais se reuniram no dia 21 de março para organizar a XVI Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais e a II Romaria Diocesana de Governador Valadares. As reuniões de preparação têm acontecido desde janeiro deste ano na Catedral de Santo Antônio.
A XVI Romaria das Águas e da Terra e a II Romaria Diocesana serão realizadas no dia 10 de junho de 2012,em Valadares. Fazemparte da comissão organizadora a Diocese, a Cáritas Diocesana, o Mobom, Movimento da Boa Nova, CEB’s e CPT-MG. A comissão espera a presença de 15 mil romeiros de todo estado de Minas Gerias.
Este ano, a Romaria das Águas e da Terra traz o tema “Terra e Água: princípio e sustentabilidade da vida” e o lema “Das montanhas e vales férteis, brote o compromisso com a vida e a saúde de seus povos!”, inspirada na Campanha da Fraternidade 2012, cujo tema é Fraternidade e Saúde Pública.
Maria do Carmo Silva, mais conhecida como Fisika, da CPT-MG, explica que o tema e o lema foram construídos coletivamente. “Fizemos uma memória das reuniões anteriores, pois havia muitas novas lideranças presentes”. Ela conta que todos contribuíram no debate.
As pastorais sociais se dividiram nas seguintes equipes, que irão contribuir solidariamente na preparação da XVI Romaria: material; divulgação, comunicação e mobilização; infraestrutura. O percurso definido terá saída da Praça dos Pioneiros e chegada na açucareira, no Bairro São Pedro.
Para garantir a toda comunidade e romeiros que visitarem Governador Valadares neste grande ato contemplativo de fé e esperança, a comissão organizadora conta com apoio de diversos setores municipais, como SAAE, Secretaria da Cultura, Polícia Militar, entre outros. A próxima reunião da comissão acontece no dia 21 de abril.
por Vera Ferreira da Cáritas Diocesana de Governador Valadares

Cáritas

Os representantes das Cáritas da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, do Brasil e do Chile, concluiu hoje, sexta-feira, dia 23 de março, a Jornada do Cone Sul que teve como principal objetivo o desenvolvimento de um plano de trabalho para o período de2012 a2014.
Com base nos principais eixos analisados – Vida Institucional; Dignidade, Direitos Humanos e Paz; Desenvolvimento Humano Integral e Solidariedade; e Meio Ambiente, Gestão de Risco e Emergências – os agentes conduziram o plano em quatro níveis. São eles: nacional, intra-zonal, zonal e regional. Para isso, cada um dos países estabeleceu algumas ações e estratégias para desenvolveram dentro do prazo determinado.
Dentro das linhas de trabalho foram incluídos também três eixos transversais: a comunicação, a participação cidadã e a questão de gênero (igualdade entre homens e mulheres).
Além de estabelecer estratégias para os próximos anos, a jornada ainda possibilitou o intercâmbio de experiências entre os participantes e o aprofundamento das relações entre as equipes que formam o conjunto das Cáritas do Cone Sul.
Representaram a Cáritas Brasileira no encontro o presidente da entidade, Dom Flávio Giovenale, Maria Cristina dos Anjos, diretora-executiva nacional,Loiva de Oliveira, do regional Rio Grande do Sul, e Márcio Adriano, do regional Minas Gerais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água completa 20 anos

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.
No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a "Declaração Universal dos Direitos da Água" (leia aqui). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.Blogg da Lúcia