Mulheres e homens que têm profundo senso de justiça, conhecimento e amor pelo Brasil”, diz secretário geral da CNBB sobre Comissão da Verdade
Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, elogiou a presidente Dilma Rousseff pela nomeação, nesta quinta-feira , 10 de maio, dos nomes que vão compor a Comissão da Verdade: “a presidente nomeou um grupo de grande valor ético, moral e de conhecedores da nossa história”.
A informação é do Boletim da CNBB, 11-05-2012.
A Comissão da Verdade terá o período de trabalho estipulado em dois anos e, depois disso, deverá oferecer conclusões para ajudar no esclarecimento do que ocorreu de crimes praticados na área dos humanos praticados entre 1946 e 1988. Nesse trabalho, terá especial destaque os acontecimentos a partir de 1964, quando começou a série de governos militares no chamado tempo da ditadura.
Duas mulheres e cinco homens compõem a Comissão: Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada com especialização na defesa de crimes políticos; Maria Rita Khel, psicanalista e escritora; José Paulo Cavalcanti Filho, jurista, consultor da Unesco e do Banco Mundial; Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República;, Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça; José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça; Paulo Sérgio Pinheiro, cientista político.
O secretário lembrou que a Comissão tem importância “não somente para resgatar o passado, mas para fazer memória do passado. Olhar para o passado e aprender com ele”. A respeito da preocupação de que o trabalho seja “revanchista”, dom Leonardo disse: “não creio que esses nomes escolhidos tenham esse tipo de índole. São pessoas de grande valor moral e isso assegura que não conduzirão os trabalhos para esse fim”.
Dom Leonardo também considerou que o tempo disponível para os trabalhos da Comissão é bastante escasso e os membros nomeados pela presidente precisarão de todo o apoio do para realizarem um trabalho com profundo empenho: “esperamos que eles tenham recursos e assessores necessários para realizarem os trabalhos”.
“A CNBB”, disse dom Leonardo, “sentiu que os nomes escolhidos são de pessoas que têm grande amor pelo Brasil e, por isso mesmo, a Comissão primará pela elucidação dos fatos e pela reconciliação com nosso passado”.
sábado, 12 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Movimento da Economia Solidária latino-americana se reunirá no Brasil
Em junho o Brasil, especificamente o Rio de Janeiro, será o palco continental do V Encontro Latino-Americano e Caribenho de Economia Solidária e Comércio Justo que mostrará ao Brasil e ao mundo, reunido na Rio+20 e na Cúpula dos Povos, que um novo modo de produzir e consumir é possível. Imagine o mundo de um modo diferente: todos se relacionando solidariamente, cuidando uns dos outros e do meio que os cerca. Imagine produtores solidários, que respeitam o meio-ambiente e as relações de trabalho. Imagine essa produção distribuída de modo alternativo e com preços justos, respeitando quem produz e quem consome. Imagine redes de trocas, compartilhando bens, serviços e saberes. Tudo isso é possível e já existe.
“Falamos a todo o tempo de um mundo sustentável. Temo por termos que se tornam muito usuais e que não expressam o real significado que deveriam ter. Sustentabilidade não é “negócio sustentável”, é uma sociedade sustentável em todos os seus aspectos. A Economia Solidária é o modelo estruturante que todos deveriam seguir. Quando estará o mundo reunido na Rio+20 discutindo possibilidade nós estaremos lá com a solução. Produzir e consumir sem explorar é possível e isso a Economia Solidária faz há muitos anos”, afirmou Shirlei Silva, integrante do Conselho Diretivo Regional da Ripess Lac (Reunião Especializada de Economia Social e Solidária da América Latina e Caribe), que convoca o V Encontro.
Nas últimas décadas diferentes atores sociais engendraram práticas econômicas que se contrapõem ao modelo dominante de economia. São práticas fundadas em relações de colaboração solidária, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza em geral e de capital em particular. “Esse é o momento de consolidação do movimento e das políticas voltadas à Economia Solidária no Continente. Países como Equador jé tem em sua constituição a Economia Solidária como modelo e o Brasil, assim como outros, segue o exemplo de políticas públicas com criação de ministérios e secretarias especiais. Afirmaremos, novamente, que a economia solidária é uma resposta ao modelo imposto”, explicou Shirlei.
A crise sistêmica do capitalismo está afetando de maneira intensa aos alcunhados “países em desenvolvimento” e a cada dia se evidencia mais que o modelo de produção, comercialização, consumo e finanças do sistema capitalista são predatórios, insustentáveis e excludentes. Neste cenário, os países que integram a região da América Latina e Caribe assumem um novo e importante papel na geopolítica da economia mundial e testemunham, também, o auge e crescimento de diversos movimentos associativos e solidários com bases locais e ações globais.
Entre os dias 10 e 14 de junho integrantes do movimento da Economia Solidária da América Latina e Caribe estarão no Rio de Janeiro discutindo esses temas e outros. A UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) será a sede do evento que conta convocado pela Ripess Lac e pelo FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária). É patrocinado por diversas organizações, como o IMS (Instituto Marista de Solidariedade), Ceci (Centre for International Studies and Cooperation), Prefeitura do Rio de Janeiro, Fundação Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Ministério do Trabalho e Emprego e Secretaria Nacional de Economia Solidária, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Secretaria de Desenvolvimento Territorial.
Comissão Pastoral da Terra lançará relatório: Conflitos no Campo no Brasil 2011
4 de maio de 2012
O relatório elenca também algumas ações dos homens e mulheres do campo na busca e defesa de seus direitos. O lançamento se realizará na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, às 9h30. Estarão presentes ao lançamento, o conselheiro permanente da CPT, dom Tomás Balduino, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, dom Guilherme Werlang, os membros da coordenação executiva nacional da CPT, o secretário da coordenação nacional da CPT, Antônio Canuto e o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Walter Porto Gonçalves. O lançamento terá a presença, também, de Laísa Santos Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo que, juntamente com seu marido, José Cláudio, foi assassinada em uma emboscada no Pará, em maio de 2011. Laísa está sendo ameaçada de morte. Também estarão presentes a quilombola, Zilmar Pinto Mendes e Diogo Cabral, advogado da CPT, ameaçados de morte no Maranhão. E está sendo aguardada a presença de Valmir, indígena Guarani Kaiowá, filho do cacique Nísio Gomes, assassinado em novembro de 2011, no Mato Grosso do Sul.
Na mesma data, a CPT entregará o relatório à ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e ao Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e o protocolará nos ministérios do Meio Ambiente e Minas e Energia, e na Secretaria Geral da Presidência da República.
Conflitos no Campo Brasil 2011
O relatório registra 29 trabalhadores rurais assassinados em conflitos no campo no ano de 2011. Um número menor que no ano anterior, quando foram assassinados 34 trabalhadores. Entretanto, houve um grande aumento no número de trabalhadores e trabalhadoras ameaçadas de morte, de 177,6%. Além disso, os conflitos no campo, em especial os conflitos por terra, tiveram acentuado crescimento.
Violência volta a assustar em 2012
O ano de 2012 se inicia com mais violência no campo. Somente nos quatro primeiros meses do ano, 12 trabalhadores e trabalhadoras foram assassinadas em conflitos no campo. No mesmo período do ano passado, 8 haviam sido assassinados. Muitos trabalhadores, indígenas, militantes, sindicalistas e lideranças continuam sendo ameaçados. O caso da trabalhadora do sul de Lábrea (AM), Nilcilene, é um exemplo. Ameaçada, depois de muita insistência junto a órgãos do governo, conseguiu proteção policial da Força Nacional, que foi para a região monitorar os conflitos. Nesse mês de abril último, tanto a Força Nacional quanto Nilcilene tiveram que sair da região. As ameaças passaram a ser destinadas, também, a membros da Força. Segundo relatos, os pistoleiros se organizavam para matar Nilcilene e os seguranças que estivessem com ela.
Serviço:
Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011
Quando: 07 de maio (segunda-feira), a partir das 9h30.
Onde: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – SE/SUL, Qd. 801, Conj. B – Brasília (DF).
Informações:
Assessoria de comunicação da CPT, com Cristiane Passos (62 8111-2890 / 9268-6837) e nos telefones (62) 4008-6406/6412.
A partir do dia 07, todos os dados estarão disponíveis na página da CPT na Internet: www.cptnacional.org.br
Fonte: CNBB
Documentário inédito do Papa no Brasil será lançado em julho .
Bento XVI passou por São Paulo e Aparecida. Esteve ainda em Guaratinguetá, na Fazenda Esperança, onde viveu momentos intensos que comoveram o país. Em São Paulo, canonizou Frei Galvão e teve um encontro com os jovens no Pacaembu. Esteve ainda no Mosteiro de São Bento, onde protagonizou cenas inesquecíveis e abençoou a multidão. Em Aparecida, abriu a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe.
O documentário traz desde o momento da saída de Bento XVI do Palácio Apostólico até seu retorno ao Vaticano, com imagens inéditas e exclusivas produzidas pelo Centro Televisivo Vaticano. Com uma linguagem simples e direta, a história da passagem do Papa pelo Brasil é narrada por quem viveu aqueles momentos mais intensos ao lado de Bento XVI.
Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Odilo Pedro Scherer e Dom Cláudio Hummes conduzem a narrativa, estruturada com base nos principais pontos de cada evento com a presença do Papa. Frei Hans Stapel e “Nelsinho”, os fundadores da Fazenda Esperança também narram os momentos de profunda alegria que viveram durante a visita do Papa.
O trailer do documentário já foi exibido durante a 50° Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu no mês passado, em Aparecida, e agora está disponível no Youtube.
“A aclamação dos bispos presentes na Assembleia ao final da exibição nos deixou emocionados. Resgatar e reunir os episódios da passagem do Papa Bento XVI pelo nosso país foi um trabalho difícil. Contudo, agora temos a certeza de que essa histórica viagem ficará imortalizada neste documento”, diz Pe. Cesar Augusto dos Santos, responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.
A previsão é que o documentário, cujo nome ainda está sendo escolhido, seja lançado no próximo mês de julho, durante a ExpoCatólica 2012, em São Paulo.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Simpósio de teologia discute as Constituições Dogmáticas do Concílio Vaticano II .
O Simpósio é uma realização da Faculdade Vicentina em parceria com a arquidiocese de Curitiba (PR). Tem o objetivo de contextualizar histórica e eclesialmente o Concílio Vaticano II, discutir e aprofundar a mensagem central das Constituições Dogmáticas e analisar as perspectivas atuais do Concílio.
As palestras têm início às 8h30 de cada dia e se estendem até o fim das tardes. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site da FAVIC: www.favic.com.br. O valor é de R$100,00 por pessoa.
Dúvidas e mais informações com a secretaria da instituição, das 7h30 às 12h00: (41) 3222-7716. O Centro de Convenções de Órleans fica na BR 277, KM 4 – Curitiba (PR).
Sobre o Cartaz do 13º Intereclesial

O Cartaz foi inspirado no traço da xilogravura presente na literatura de cordel e expressão típica da cultura nordestina.
No centro, encontramos a cruz do crucificado ressuscitado, de onde emanam as fitas votivas identificando as três pessoas da Trindade Santa, encontrando na outra extremidade a Palavra de Deus, experiência concreta de fé e vida.
Da cruz emerge também os raios da “terra do sol”, Juazeiro do Norte no Ceará, plantada sob o chapéu do romeiro que busca seu abrigo no Pai do céu. No chapéu encontramos no santinho devocionário o mapa da América Latina, indicando a unidade das CEBs antenadas no desafio da evangelização do campo e da cidade, contextualizada pela situação sócio-política dos tempos atuais.
Na aba do chapéu encontramos a memória do trem das CEBs, acolhendo o 13º vagão que chega de encontro a esta experiência de comunhão com as várias culturas presentes nos intereclesiais.
Sob esta proteção e mística temos o movimento dos romeiros do Reino, comunidades de homens e mulheres, crianças e adultos, jovens e idosos, trabalhadores e desempregados da cidade e do campo, vocações religiosas e leigas, que unidas ao padrinho Pe. Cícero expressam em romaria que “gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares não importantes, conseguem mudanças extraordinárias”; demonstrando a grande certeza na esperança teimosa da flor do mandacaru que acreditamos na justiça e na profecia a serviço da vida.
Artista -Pe Marcos Aurélio Guimarães Rabello
Parapeuna dist. de Valença-RJ
CAXIAS DO SUL REALIZA 12º ENCONTRO DIOCESANO DE CEBS, COMUNIDADE DE COMUNIDADES
Por Pe Gilmar Paulo Marchesini
Coordenador diocesano de pastoral da
Diocese de Caxias do Sul
Coordenador diocesano de pastoral da
Diocese de Caxias do Sul
“Que alegria quando me disseram: vamos ao 12º Encontro das Cebs da Diocese de Caxias do Sul “
O 12º encontro diocesano CEBs da diocese de Caxias do Sul acontece no dia 28 e 29 de abril de 2012, na paróquia Menino Deus, Caxias do Sul. O lema que anima este encontro é “Comunidade: vida com saúde”. O lema, escolhido em comunhão com a CF 2012, terá 5 oficinas de reflexão, aprofundamento e discernimento de temas ligados à saúde na perspectiva integral e interdisciplinar: A saúde que vem da agricultura familiar; a saúde que vem da economia solidária; a saúde que vem da política; a saúde que vem da família; a saúde que vem da comunidade.
As comunidades eclesias de base (CEBs), constituem uma rica e significante experiência da igreja da América Latina, de modo especial, no Brasil. O discípulo missionário vive necessariamente em comunidade. Essa inspiração vem da imagem “Povo de Deus”, idéia fundamental do Concílio Vaticano II. As comunidades eclesiais de base ou rede de comunidades buscam viver a fé na Trindade na perspectiva da vida comunitária como encontro de irmãos de caminhada, na diversidade das pessoas, na participação e envolvimento direto de cada um em particular. A animação da fé acontece pela força viva e eficaz da Palavra de Deus, na Eucaristia e na celebração regular nas próprias comunidades. A porção de povo de Deus manifesta a fé a partir da “base”, isto é, encarnada no “lugar”, com as marcas geo-históricas-culturais e sociais. Por serem eclesiais, são preocupadas com o “protagonismo dos leigos” no sentido de serem sujeitos responsáveis da vocação batismal, no horizonte dos discípulos missionários, da profecia transformadora, com a consciência crítica diante das injustiças do mundo, do modelo econômico que cria as desigualdades e da raiz que causa os problemas sócio-ambientais. Por ser guiada pelo Espírito Santo, na fé em Jesus Cristo, as cebs buscam viver uma espiritualidade libertadora, pascal e de opção pelos pobres. Segundo o Papa Bento XVI, “a opção pelos pobres é implícita na fé cristológica”, em Deus que se fez pobre entre os pobres por meio de seu Filho Jesus Cristo.
As cebs é uma forma de organizar a pastoral em vista da evangelização. Por isso, são comunidades com grupos menores de pessoas. Este articulam os serviços pastorais e as atividades comunitárias em “rede”, com conselhos, equipes, comissões ampliadas, descentralizados, auto-organizados, formando comunidade de comunidades. As cebs são experiência da ministerialidade, da democracia e do processo de cidadania e dignidade humana. Assumem a missão evangelizadora e a vitalidade necessária para enfrentar os desafios do mundo plural, globalizado, urbanizado, individualista, dos ambientes virtuais, características próprias da “mudança de época” que vivemos.
O objetivo do 12º encontro das comunidades eclesiais de base (CEBs) é reunir os cristãos da nossas comunidades em nome da fé em Jesus Cristo doador da vida, na beleza da diversidade humana e cultural presente nas diversas regiões da Diocese de Caxias do Sul. É um momento especial para despertar a nossa Igreja e a sociedade para uma nova consciência em relação ao dom da saúde, ao todo que se refere em termos de desafios e suscitar uma responsabilidade solidária, ecológica e missionária de todos os participantes e por conseqüência, nos cristãos da nossa grande Diocese.
A grande “comunidade de comunidades” da Diocese de Caxias do Sul é formada por habitantes de 39 municípios. A evangelização acontece através das 73 paróquias, um Santuário, 983 comunidades eclesiais de base e um número extraordinários de sacerdotes, religiosos (as), leigos (as) e consagrados. Neste rebanho do Povo de Deus, são organizados e articulados os diversos serviços de evangelização, as pastorais sociais, os movimentos apostólicos, movimentos sociais, os organismos eclesiais e tantas ações anônimas que são verdadeiros sinais do Reino de Deus que vem chegando no chão e na vida das nossas comunidades.
A espiritualidade das comunidades eclesiais de base, povo reunido em comunhão com a Comunidade da Trindade, é a fé animada na Palavra de Deus, celebrada comunitariamente, num espírito de comunhão e participação através dos conselhos de pastoral e testemunhada no serviço à vida, de forma “ecosocial”, “missionária” e “profética”. É o Espírito Santo que opera nas comunidades, desperta as mentes, renova os corações, semeia o desejo de amor e compromete os batizados como discípulos missionários na construção da “vida em abundância para todos” (Jo 10).
A Igreja, portadora dos sonhos de Jesus Cristo encarnado na história para a salvação e libertação da humanidade, é convocada a armar a tenda no meio das nossas comunidades. Hoje, as as comunidades são desafiadas a ser sinal de profecia e esperança na missão de cuidar da criação, da mãe terra, da comunidade da vida, da saúde, da casa comum que é a humanidade. Todos, juntamente com os representantes das nossas comunidades, somos convidados a multiplicar esta grande festa do Povo de Deus que “sonha a caminho” e acolher a novidade do Espírito que sopra desde sempre como relação profunda de comunhão, jovialidade, cuidado, face-a-face nas convivência nas diferenças, serviço amoroso e generoso. Construir “comunidades eclesias de base” é testemunhar a nova “comunidade ecológica de base”, fundamental para evangelizar a partir dos “sinais dos tempos” atuais. No ano de 1988, na abertura do 8º Encontro estadual de Cebs, na paróquia Imaculado Coração de Maria, Caxias do Sul, Dom Paulo Moretto fez esta afirmação: “As cebs não são um movimento dentro da igreja mas a própria igreja em movimento”. A igreja, como comunidade de comunidades, em contínuo processo de atualização da Boa Nova, precisa mudar constantemente para ser fiel a Jesus Cristo. Eis o desafio: Como ser CEBs no século XXI?
As comunidades eclesias de base (CEBs), constituem uma rica e significante experiência da igreja da América Latina, de modo especial, no Brasil. O discípulo missionário vive necessariamente em comunidade. Essa inspiração vem da imagem “Povo de Deus”, idéia fundamental do Concílio Vaticano II. As comunidades eclesiais de base ou rede de comunidades buscam viver a fé na Trindade na perspectiva da vida comunitária como encontro de irmãos de caminhada, na diversidade das pessoas, na participação e envolvimento direto de cada um em particular. A animação da fé acontece pela força viva e eficaz da Palavra de Deus, na Eucaristia e na celebração regular nas próprias comunidades. A porção de povo de Deus manifesta a fé a partir da “base”, isto é, encarnada no “lugar”, com as marcas geo-históricas-culturais e sociais. Por serem eclesiais, são preocupadas com o “protagonismo dos leigos” no sentido de serem sujeitos responsáveis da vocação batismal, no horizonte dos discípulos missionários, da profecia transformadora, com a consciência crítica diante das injustiças do mundo, do modelo econômico que cria as desigualdades e da raiz que causa os problemas sócio-ambientais. Por ser guiada pelo Espírito Santo, na fé em Jesus Cristo, as cebs buscam viver uma espiritualidade libertadora, pascal e de opção pelos pobres. Segundo o Papa Bento XVI, “a opção pelos pobres é implícita na fé cristológica”, em Deus que se fez pobre entre os pobres por meio de seu Filho Jesus Cristo.
As cebs é uma forma de organizar a pastoral em vista da evangelização. Por isso, são comunidades com grupos menores de pessoas. Este articulam os serviços pastorais e as atividades comunitárias em “rede”, com conselhos, equipes, comissões ampliadas, descentralizados, auto-organizados, formando comunidade de comunidades. As cebs são experiência da ministerialidade, da democracia e do processo de cidadania e dignidade humana. Assumem a missão evangelizadora e a vitalidade necessária para enfrentar os desafios do mundo plural, globalizado, urbanizado, individualista, dos ambientes virtuais, características próprias da “mudança de época” que vivemos.
O objetivo do 12º encontro das comunidades eclesiais de base (CEBs) é reunir os cristãos da nossas comunidades em nome da fé em Jesus Cristo doador da vida, na beleza da diversidade humana e cultural presente nas diversas regiões da Diocese de Caxias do Sul. É um momento especial para despertar a nossa Igreja e a sociedade para uma nova consciência em relação ao dom da saúde, ao todo que se refere em termos de desafios e suscitar uma responsabilidade solidária, ecológica e missionária de todos os participantes e por conseqüência, nos cristãos da nossa grande Diocese.
A grande “comunidade de comunidades” da Diocese de Caxias do Sul é formada por habitantes de 39 municípios. A evangelização acontece através das 73 paróquias, um Santuário, 983 comunidades eclesiais de base e um número extraordinários de sacerdotes, religiosos (as), leigos (as) e consagrados. Neste rebanho do Povo de Deus, são organizados e articulados os diversos serviços de evangelização, as pastorais sociais, os movimentos apostólicos, movimentos sociais, os organismos eclesiais e tantas ações anônimas que são verdadeiros sinais do Reino de Deus que vem chegando no chão e na vida das nossas comunidades.
A espiritualidade das comunidades eclesiais de base, povo reunido em comunhão com a Comunidade da Trindade, é a fé animada na Palavra de Deus, celebrada comunitariamente, num espírito de comunhão e participação através dos conselhos de pastoral e testemunhada no serviço à vida, de forma “ecosocial”, “missionária” e “profética”. É o Espírito Santo que opera nas comunidades, desperta as mentes, renova os corações, semeia o desejo de amor e compromete os batizados como discípulos missionários na construção da “vida em abundância para todos” (Jo 10).
A Igreja, portadora dos sonhos de Jesus Cristo encarnado na história para a salvação e libertação da humanidade, é convocada a armar a tenda no meio das nossas comunidades. Hoje, as as comunidades são desafiadas a ser sinal de profecia e esperança na missão de cuidar da criação, da mãe terra, da comunidade da vida, da saúde, da casa comum que é a humanidade. Todos, juntamente com os representantes das nossas comunidades, somos convidados a multiplicar esta grande festa do Povo de Deus que “sonha a caminho” e acolher a novidade do Espírito que sopra desde sempre como relação profunda de comunhão, jovialidade, cuidado, face-a-face nas convivência nas diferenças, serviço amoroso e generoso. Construir “comunidades eclesias de base” é testemunhar a nova “comunidade ecológica de base”, fundamental para evangelizar a partir dos “sinais dos tempos” atuais. No ano de 1988, na abertura do 8º Encontro estadual de Cebs, na paróquia Imaculado Coração de Maria, Caxias do Sul, Dom Paulo Moretto fez esta afirmação: “As cebs não são um movimento dentro da igreja mas a própria igreja em movimento”. A igreja, como comunidade de comunidades, em contínuo processo de atualização da Boa Nova, precisa mudar constantemente para ser fiel a Jesus Cristo. Eis o desafio: Como ser CEBs no século XXI?
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