terça-feira, 8 de maio de 2012

Documentário inédito do Papa no Brasil será lançado em julho .

Papa_no_Brasil2Em maio de 2007, Bento XVI fazia sua primeira visita à América Latina. Os principais registros de sua passagem, imagens inéditas e cenas memoráveis estarão, em breve, à disposição dos brasileiros na forma de um documentário inédito que está sendo finalizado pela Redação Brasileira da Rádio Vaticano.

Bento XVI passou por São Paulo e Aparecida. Esteve ainda em Guaratinguetá, na Fazenda Esperança, onde viveu momentos intensos que comoveram o país. Em São Paulo, canonizou Frei Galvão e teve um encontro com os jovens no Pacaembu. Esteve ainda no Mosteiro de São Bento, onde protagonizou cenas inesquecíveis e abençoou a multidão. Em Aparecida, abriu a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe.

O documentário traz desde o momento da saída de Bento XVI do Palácio Apostólico até seu retorno ao Vaticano, com imagens inéditas e exclusivas produzidas pelo Centro Televisivo Vaticano. Com uma linguagem simples e direta, a história da passagem do Papa pelo Brasil é narrada por quem viveu aqueles momentos mais intensos ao lado de Bento XVI.

Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Odilo Pedro Scherer e Dom Cláudio Hummes conduzem a narrativa, estruturada com base nos principais pontos de cada evento com a presença do Papa. Frei Hans Stapel e “Nelsinho”, os fundadores da Fazenda Esperança também narram os momentos de profunda alegria que viveram durante a visita do Papa.

O trailer do documentário já foi exibido durante a 50° Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu no mês passado, em Aparecida, e agora está disponível no Youtube.

“A aclamação dos bispos presentes na Assembleia ao final da exibição nos deixou emocionados. Resgatar e reunir os episódios da passagem do Papa Bento XVI pelo nosso país foi um trabalho difícil. Contudo, agora temos a certeza de que essa histórica viagem ficará imortalizada neste documento”, diz Pe. Cesar Augusto dos Santos, responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.

A previsão é que o documentário, cujo nome ainda está sendo escolhido, seja lançado no próximo mês de julho, durante a ExpoCatólica 2012, em São Paulo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Simpósio de teologia discute as Constituições Dogmáticas do Concílio Vaticano II .

SimpsioCVII2012curitibaDe 9 a 11 de maio, acontece no Centro de Convenções de Órleans, em Curitiba (PR), o Simpósio "Vaticano II - 50 anos: da memória às projeções". O Simpósio vem celebrar o cinquentenário do Concílio Vaticano II,  um dos maiores acontecimentos na vida da Igreja, que foi convocado no Natal do ano de 1961.
O Simpósio é uma realização da Faculdade Vicentina em parceria com a arquidiocese de Curitiba (PR). Tem o objetivo de contextualizar histórica e eclesialmente o Concílio Vaticano II, discutir e aprofundar a mensagem central das Constituições Dogmáticas e analisar as perspectivas atuais do Concílio.
As palestras têm início às 8h30 de cada dia e se estendem até o fim das tardes. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site da FAVIC:  www.favic.com.br. O valor é de R$100,00 por pessoa.
Dúvidas e mais informações com a secretaria da instituição, das 7h30 às 12h00: (41) 3222-7716. O Centro de Convenções de Órleans fica na BR 277, KM 4 – Curitiba (PR).

Sobre o Cartaz do 13º Intereclesial


O Cartaz foi inspirado no traço da xilogravura presente na literatura de cordel e expressão típica da cultura nordestina.
No centro, encontramos a cruz do crucificado ressuscitado, de onde emanam as fitas votivas identificando as três pessoas da Trindade Santa, encontrando na outra extremidade a Palavra de Deus, experiência concreta de fé e vida.
Da cruz emerge também os raios da “terra do sol”, Juazeiro do Norte no Ceará, plantada sob o chapéu do romeiro que busca seu abrigo no Pai do céu. No chapéu encontramos no santinho devocionário o mapa da América Latina, indicando a unidade das CEBs antenadas no desafio da evangelização do campo e da cidade, contextualizada pela situação sócio-política dos tempos atuais.
Na aba do chapéu encontramos a memória do trem das CEBs, acolhendo o 13º vagão que chega de encontro a esta experiência de comunhão com as várias culturas presentes nos intereclesiais.
Sob esta proteção e mística temos o movimento dos romeiros do Reino, comunidades de homens e mulheres, crianças e adultos, jovens e idosos, trabalhadores e desempregados da cidade e do campo, vocações religiosas e leigas, que unidas ao padrinho Pe. Cícero expressam em romaria que “gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares não importantes, conseguem mudanças extraordinárias”; demonstrando a grande certeza na esperança teimosa da flor do mandacaru que acreditamos na justiça e na profecia a serviço da vida.

Artista -Pe Marcos Aurélio Guimarães Rabello
Parapeuna dist. de Valença-RJ

CAXIAS DO SUL REALIZA 12º ENCONTRO DIOCESANO DE CEBS, COMUNIDADE DE COMUNIDADES

Por Pe Gilmar Paulo Marchesini
Coordenador diocesano de pastoral da
Diocese de Caxias do Sul
“Que alegria quando me disseram: vamos ao 12º Encontro das Cebs da Diocese de Caxias do Sul “
 
O 12º encontro diocesano CEBs da diocese de Caxias do Sul acontece no dia 28 e 29 de abril de 2012, na paróquia Menino Deus, Caxias do Sul. O lema que anima este encontro é “Comunidade: vida com saúde”. O lema, escolhido em comunhão com a CF 2012, terá 5 oficinas de reflexão, aprofundamento e discernimento de temas ligados à saúde na perspectiva integral e interdisciplinar: A saúde que vem da agricultura familiar; a saúde que vem da economia solidária; a saúde que vem da política; a saúde que vem da família; a saúde que vem da comunidade.

As comunidades eclesias de base (CEBs), constituem uma rica e significante experiência da igreja da América Latina, de modo especial, no Brasil. O discípulo missionário vive necessariamente em comunidade. Essa inspiração vem da imagem “Povo de Deus”, idéia fundamental do Concílio Vaticano II. As comunidades eclesiais de base ou rede de comunidades buscam viver a fé na Trindade na perspectiva da vida comunitária como encontro de irmãos de caminhada, na diversidade das pessoas, na participação e envolvimento direto de cada um em particular. A animação da fé acontece pela força viva e eficaz da Palavra de Deus, na Eucaristia e na celebração regular nas próprias comunidades. A porção de povo de Deus manifesta a fé a partir da “base”, isto é, encarnada no “lugar”, com as marcas geo-históricas-culturais e sociais. Por serem eclesiais, são preocupadas com o “protagonismo dos leigos” no sentido de serem sujeitos responsáveis da vocação batismal, no horizonte dos discípulos missionários, da profecia transformadora, com a consciência crítica diante das injustiças do mundo, do modelo econômico que cria as desigualdades e da raiz que causa os problemas sócio-ambientais. Por ser guiada pelo Espírito Santo, na fé em Jesus Cristo, as cebs buscam viver uma espiritualidade libertadora, pascal e de opção pelos pobres. Segundo o Papa Bento XVI, “a opção pelos pobres é implícita na fé cristológica”, em Deus que se fez pobre entre os pobres por meio de seu Filho Jesus Cristo.

As cebs é uma forma de organizar a pastoral em vista da evangelização. Por isso, são comunidades com grupos menores de pessoas. Este articulam os serviços pastorais e as atividades comunitárias em “rede”, com conselhos, equipes, comissões ampliadas, descentralizados, auto-organizados, formando comunidade de comunidades. As cebs são experiência da ministerialidade, da democracia e do processo de cidadania e dignidade humana. Assumem a missão evangelizadora e a vitalidade necessária para enfrentar os desafios do mundo plural, globalizado, urbanizado, individualista, dos ambientes virtuais, características próprias da “mudança de época” que vivemos.

O objetivo do 12º encontro das comunidades eclesiais de base (CEBs) é reunir os cristãos da nossas comunidades em nome da fé em Jesus Cristo doador da vida, na beleza da diversidade humana e cultural presente nas diversas regiões da Diocese de Caxias do Sul. É um momento especial para despertar a nossa Igreja e a sociedade para uma nova consciência em relação ao dom da saúde, ao todo que se refere em termos de desafios e suscitar uma responsabilidade solidária, ecológica e missionária de todos os participantes e por conseqüência, nos cristãos da nossa grande Diocese.

A grande “comunidade de comunidades” da Diocese de Caxias do Sul é formada por habitantes de 39 municípios. A evangelização acontece através das 73 paróquias, um Santuário, 983 comunidades eclesiais de base e um número extraordinários de sacerdotes, religiosos (as), leigos (as) e consagrados. Neste rebanho do Povo de Deus, são organizados e articulados os diversos serviços de evangelização, as pastorais sociais, os movimentos apostólicos, movimentos sociais, os organismos eclesiais e tantas ações anônimas que são verdadeiros sinais do Reino de Deus que vem chegando no chão e na vida das nossas comunidades.

A espiritualidade das comunidades eclesiais de base, povo reunido em comunhão com a Comunidade da Trindade, é a fé animada na Palavra de Deus, celebrada comunitariamente, num espírito de comunhão e participação através dos conselhos de pastoral e testemunhada no serviço à vida, de forma “ecosocial”, “missionária” e “profética”. É o Espírito Santo que opera nas comunidades, desperta as mentes, renova os corações, semeia o desejo de amor e compromete os batizados como discípulos missionários na construção da “vida em abundância para todos” (Jo 10).

A Igreja, portadora dos sonhos de Jesus Cristo encarnado na história para a salvação e libertação da humanidade, é convocada a armar a tenda no meio das nossas comunidades. Hoje, as as comunidades são desafiadas a ser sinal de profecia e esperança na missão de cuidar da criação, da mãe terra, da comunidade da vida, da saúde, da casa comum que é a humanidade. Todos, juntamente com os representantes das nossas comunidades, somos convidados a multiplicar esta grande festa do Povo de Deus que “sonha a caminho” e acolher a novidade do Espírito que sopra desde sempre como relação profunda de comunhão, jovialidade, cuidado, face-a-face nas convivência nas diferenças, serviço amoroso e generoso. Construir “comunidades eclesias de base” é testemunhar a nova “comunidade ecológica de base”, fundamental para evangelizar a partir dos “sinais dos tempos” atuais. No ano de 1988, na abertura do 8º Encontro estadual de Cebs, na paróquia Imaculado Coração de Maria, Caxias do Sul, Dom Paulo Moretto fez esta afirmação: “As cebs não são um movimento dentro da igreja mas a própria igreja em movimento”. A igreja, como comunidade de comunidades, em contínuo processo de atualização da Boa Nova, precisa mudar constantemente para ser fiel a Jesus Cristo. Eis o desafio: Como ser CEBs no século XXI?

domingo, 15 de abril de 2012

13ª Intereclesial de CEBs

Os Encontros Intereclesiais das CEBs são patrimônio teológico e pastoral da Igreja no Brasil. Desde a realização do primeiro, em 1975 (Vitória – ES), reúnem diversas dioceses para a troca de experiência e reflexão teológica e pastoral acerca da caminhada das CEBs. Foram doze encontros nacionais, diversos encontros de preparação em várias instâncias (paróquias, dioceses, regionais) e, desde a realização do 8º Intereclesial ocorrido em Santa Maria – RS (1992) são realizados seminários de preparação e aprofundamento dos temas ligados ao encontro.

Manifestação visível da eclesialidade das CEBs, os Encontros Intereclesiais congregam bispos, religiosos e religiosas, presbíteros, assessores e assessoras, animadores e animadoras de comunidades, bem como convidados de outras igrejas cristãs e tradições religiosas. Neles se expressa a comunhão entre os fiéis e seus pastores.
A presente situação do mundo distinguiu-se por duas características opostas. Por um lado, temos o fenômeno da globalização, ou seja, o mundo tornou-se como que uma aldeia global. Por outro lado, a globalização, que parece aproximar as distancia do mundo, cria novas dependências e injustiças, e estabelece novas formas de dominação por parte dos fortes e poderosos. As pessoas temem perder a sua identidade e sentem-se ameaçadas pelos poderes, que tentam impor sobre elas a “cultura global” à custa de suas culturas tradicionais. E, a fim de preservar sua identidade, as pessoas procuram suas raízes, sua cultura original, com seus costumes e normas de comportamento. Frente a esta realidade, as CEBs têm definido perguntas reais para levar em consideração os graves e urgentes problemas que estão ao nosso redor: a fome, a pobreza e a exclusão social que atinge uma parcela significativa da humanidade. Deste contexto é que surge o tema do 13º Intereclesial: “Justiça e Profecia a serviço da Vida”. Quanto ao lema: “CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade”, ajuda a refletir bem o modelo de Igreja que preserve o Cristianismo de libertação. Pois, a Igreja precisa responder a aspiração das pessoas por identidade cultural que está ameaçada pela globalização. E fará isso ao reconhecer: 1) a necessidade de uma inculturação da fé; 2) a necessidade de criar uma comunidade eclesial, na qual, a justiça e a compaixão sejam os princípios básicos de ação em face de um processo de globalização que exclui os pobres e marginalizados, muitas vezes aumentando as desigualdades. Fonte Site do 13ª Intereclesial

4º Seminário Regional da Comissão para o Laicato .

leigosemsp2012Acontece na Casa de Retiros das irmãs Sacramentinas, em Belo Horizonte (MG), entre os dias 13 e 15 de abril, evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato do Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais). Trata-se do 4º Seminário Regional da Comissão para o Laicato com representantes e lideranças dos setores que compõem a Comissão Laicato: Setor Juventude, Conselho Regional de Leigos e  Comunidades Eclesiais de Base.
O 4º Seminário com o tema “Leigos e Leigas a partir do Vaticano II, Aparecida e Diretrizes Gerais - Um olhar sobre a Comissão do Laicato” tem por objetivos dar continuidade à construção da identidade da Comissão para o  Laicato no Regional Leste 2 à luz do Concílio Vaticano II, da 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015.
Para assessorar o tema do Seminário, os participantes terão a presença do bispo emérito de Santa Cruz do Sul (RS), dom Aloísio Sinésio Bohn. Fonte: CNBB

CNBB manifesta posição contrária à decisão do STF .

cnbbApós dois dias de apreciação sobre a legalidade do aborto de fetos anencéfalos, o Supremo Tribunal Federal (STF), foi favorável à legalização do ato, também chamado de antecipação terapêutica do parto. Diante da decisão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota lamentando o parecer, por considerar que tal prática é “descartar um ser humano frágil e indefeso".
De acordo com o documento expedido pela CNBB, apenas o Congresso Nacional pode legislar, com isso, não é atribuição do STF modificar a lei penal legalizando o aborto. “Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.”
Na nota, foram mencionados os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação, como reza o artigo 5° (caput; 1°, III e 3°, IV) da Constituição Federal. No entanto, para a maioria dos ministros – oito manifestações favoráveis e duas contra –, não há aborto no caso dos anencéfalos. Os magistrados entendem que não há vida em potencial, baseados na convicção que o feto anencéfalo é um natimorto biológico.
Entretanto, a CNBB tem posição contrária ao entendimento da corte. “Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!”, afirma o documento.
Na conclusão da nota, a CNBB afirma que “ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos.” Tal juízo, dá subsídio ao princípio de que também é um dever da Igreja “a participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas”, o que exclui argumentos que afirmam se tratar de intervenção da religião, no Estado laico.