domingo, 25 de março de 2012

CEBs e Missão

As novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, recentemente aprovadas pela Assembleia da CNBB, partem da necessidade urgente, apresentada na V Conferência Latino-americana e Caribenha, a de uma Igreja em estado permanente de missão. Fazem dela a primeira de suas cinco urgências, a base central e o eixo de referência para as outras quatro.

Que significa isso, uma Igreja em estado permanente de missão?

Primeiro, que a Igreja é, por sua natureza, missionária. Os quatro Evangelhos mostram isso muito claramente. Todos eles lembram o mandato missionário deixado por Jesus.

Em Mateus, Jesus diz: “Foi-me dada toda autoridade no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado ” (Mt 28, 18-20).

Em Marcos, Jesus diz assim: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado” (Mc 16, 15-16).

Em Lucas, na aparição como peregrino aos discípulos de Emaús, Jesus fala: “ ... o Cristo sofrerá e ressuscitará... e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém” (Lc 24, 46-47).

Em João, Jesus aparece aos apóstolos, junto ao lago, onde haviam passado a noite sem pescar nada, e pede-lhes para lançar as redes. Então apanharam grande quantidade de peixes. Em seguida, dialogando com Pedro, explicita a missão significada pela pesca e sua necessária condição: “Tu me amas? ... Tu me amas?... Tu és meu amigo? Então cuida dos meus cordeiros... apascenta minhas ovelhas” (Jo 21, 4-17).

Se a Igreja possui, como visto, uma constituição missionária, então é necessário que ela o seja de fato, que exerça continuamente essa sua missionariedade. Aqui, nesta acepção, Igreja em estado permanente de missão significa Igreja em exercício permanente de missão. È nisso sobremaneira que as novas diretrizes insistem, oferecendo fundamentação para formar uma consciência missionária e pistas de ação.

E qual é a relação das Comunidades Eclesiais de Base com essa Igreja em exercício permanente de missão?

Uma Igreja em exercício permanente de missão exige estruturas missionárias, uma organização missionária. Ora, as atuais estruturas da Igreja são preponderantemente de conservação, não de missão. Em vez de ir ao encontro das pessoas, visitá-las indistintamente, criar relacionamentos de amizade e mútua ajuda, proporcionar-lhes momentos de encontro com Cristo, de escuta da Palavra de Deus, de reflexão e oração, a Igreja permanece recolhida ou encolhida em seus domínios, esperando que as pessoas rompam seu isolamento, venham até ela e busquem seus serviços.

Nas CEBs ou Grupos Eclesiais que para elas caminham, há um novo estilo de Igreja, o estilo das origens, o das primitivas comunidades cristãs. É a volta às fontes. Após a ressurreição de Jesus, seus discípulos começaram a se reunir nas casas, sob a liderança dos apóstolos e seus colaboradores. Ali iniciou-se um processo de formação, tomando como modelo o próprio Jesus, seu jeito de se relacionar com o Pai, de ouvir sua Palavra, ir ao encontro das pessoas, dialogar e buscar solidariamente soluções para os problemas da vida.

Ali, nesses encontros de base, construía-se a Igreja. Seus pilares eram a Palavra de Deus, a comunhão e partilha fraternas, a oração e a fração do pão (eucaristia). Neles participavam adultos, jovens, homens e mulheres, idosos e crianças. Tudo na simplicidade e alegria, próprias das pessoas de fé. Do jeito como se diz num provérbio africano: “Gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudam a face da terra.”

Essa antiga novidade começou a ser retomada oficialmente pelo Concílio Vaticano II, o grande marco de renovação da Igreja, colocado há cinquenta anos. Foi na esteira desse Concílio e dos movimentos que o provocaram, entre eles o do Mundo Melhor, que nasceram as CEBs. Isso aconteceu no Brasil, ao redor dos anos sessenta. Em 1964, o episcopado brasileiro assumiu esse projeto, que em seguida se difundiu para a  Igreja toda.

Convém historiar um pouco. Entre os anos 1967-1970, o Grupo Promotor do Mundo Melhor, primeiro na Argentina, depois na sede internacional de Roma, continuando a propor as CEBs, colocava-se uma série de perguntas à luz das experiências em ato: quais e quantos membros devem compor as CEBs? Como entendê-las e distingui-las dos outros grupos existentes? As CEBs são tais desde o início ou devem cumprir um itinerário de educação à fé? Neste caso, qual? Devem elas ser promovidas uma a uma ou todas ao mesmo tempo? Como acompanhá-las e coordená-las entre si? Que fazer com o resto dos batizados que delas não participam? Como evangelizar o povo enquanto tal? As respostas a essas e outras perguntas, com elas a consciência da imprescindibilidade de uma pastoral de conjunto, fizeram intuir a necessidade de uma nova imagem de paróquia, entendida então como comunhão de comunidades, em Aparecida denominada comunidade de comunidades.

Se as cinco urgências apresentadas nas novas diretrizes, Igreja, estado permanente de missão, Igreja, casa da iniciação à vida cristã, Igreja, lugar de animação da vida e da pastoral, Igreja, comunidade de comunidades e Igreja a serviço da vida plena para todos, podem e devem perpassar  todas as pastorais, os serviços, movimentos e grupos da Igreja, elas se realizam, de um modo muito particular, nas Comunidades Eclesiais de Base.

As CEBs e os Grupos Eclesiais em vias de se tornarem CEBs são, dessa forma, as células primárias, os núcleos básicos de estruturação da Igreja em estado permanente de missão.
                                                           * Bispo Referencial das CEBs no Regional 

Romaria das Águas

A Diocese de Governador Valadares, juntos aos representantes de entidades e pastorais sociais se reuniram no dia 21 de março para organizar a XVI Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais e a II Romaria Diocesana de Governador Valadares. As reuniões de preparação têm acontecido desde janeiro deste ano na Catedral de Santo Antônio.
A XVI Romaria das Águas e da Terra e a II Romaria Diocesana serão realizadas no dia 10 de junho de 2012,em Valadares. Fazemparte da comissão organizadora a Diocese, a Cáritas Diocesana, o Mobom, Movimento da Boa Nova, CEB’s e CPT-MG. A comissão espera a presença de 15 mil romeiros de todo estado de Minas Gerias.
Este ano, a Romaria das Águas e da Terra traz o tema “Terra e Água: princípio e sustentabilidade da vida” e o lema “Das montanhas e vales férteis, brote o compromisso com a vida e a saúde de seus povos!”, inspirada na Campanha da Fraternidade 2012, cujo tema é Fraternidade e Saúde Pública.
Maria do Carmo Silva, mais conhecida como Fisika, da CPT-MG, explica que o tema e o lema foram construídos coletivamente. “Fizemos uma memória das reuniões anteriores, pois havia muitas novas lideranças presentes”. Ela conta que todos contribuíram no debate.
As pastorais sociais se dividiram nas seguintes equipes, que irão contribuir solidariamente na preparação da XVI Romaria: material; divulgação, comunicação e mobilização; infraestrutura. O percurso definido terá saída da Praça dos Pioneiros e chegada na açucareira, no Bairro São Pedro.
Para garantir a toda comunidade e romeiros que visitarem Governador Valadares neste grande ato contemplativo de fé e esperança, a comissão organizadora conta com apoio de diversos setores municipais, como SAAE, Secretaria da Cultura, Polícia Militar, entre outros. A próxima reunião da comissão acontece no dia 21 de abril.
por Vera Ferreira da Cáritas Diocesana de Governador Valadares

Cáritas

Os representantes das Cáritas da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, do Brasil e do Chile, concluiu hoje, sexta-feira, dia 23 de março, a Jornada do Cone Sul que teve como principal objetivo o desenvolvimento de um plano de trabalho para o período de2012 a2014.
Com base nos principais eixos analisados – Vida Institucional; Dignidade, Direitos Humanos e Paz; Desenvolvimento Humano Integral e Solidariedade; e Meio Ambiente, Gestão de Risco e Emergências – os agentes conduziram o plano em quatro níveis. São eles: nacional, intra-zonal, zonal e regional. Para isso, cada um dos países estabeleceu algumas ações e estratégias para desenvolveram dentro do prazo determinado.
Dentro das linhas de trabalho foram incluídos também três eixos transversais: a comunicação, a participação cidadã e a questão de gênero (igualdade entre homens e mulheres).
Além de estabelecer estratégias para os próximos anos, a jornada ainda possibilitou o intercâmbio de experiências entre os participantes e o aprofundamento das relações entre as equipes que formam o conjunto das Cáritas do Cone Sul.
Representaram a Cáritas Brasileira no encontro o presidente da entidade, Dom Flávio Giovenale, Maria Cristina dos Anjos, diretora-executiva nacional,Loiva de Oliveira, do regional Rio Grande do Sul, e Márcio Adriano, do regional Minas Gerais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água completa 20 anos

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.
No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a "Declaração Universal dos Direitos da Água" (leia aqui). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.Blogg da Lúcia

sexta-feira, 16 de março de 2012

Reflexão sobre o Evangelho do 4ª Domingo da Quaresma

O evangelista João nos fala de um estranho encontro de Jesus com um importante fariseu, chamado Nicodemo. Segundo o relato, é Nicodemo quem toma a iniciativa e vai até Jesus “de noite”. Intui que Jesus é “um homem vindo de Deus”, mas move-se entre trevas. Jesus irá conduzindo-o até à luz.
Nicodemo representa no relato todos aqueles que procuram sinceramente encontrar-se com Jesus. Por isso, em certo momento, Nicodemo desaparece de cena e Jesus prossegue o Seu discurso para concluir com um convite geral a não viver nas trevas, mas a procurar a luz.
Segundo Jesus, a luz que pode iluminar tudo está no Crucificado. A afirmação é atrevida: “Tanto amou Deus ao mundo que entregou o Seu Filho único para que não pereça nenhum dos que creem Nele, mas que tenham a vida eterna”. Poderemos ver e sentir o amor de Deus nesse homem torturado na cruz?
Habituados desde criança a ver a cruz por toda a parte, não aprendemos a olhar o rosto do Crucificado com fé e com amor. O nosso olhar distraído não é capaz de descobrir nesse rosto a luz que poderia iluminar a nossa vida nos momentos mais duros e difíceis.
No entanto, Jesus nos envia sinais de vida e de amor.
Nesses braços estendidos que já não podem abraçar as crianças, e nessas mãos cravadas que não podem acariciar os leprosos nem bendizer os doentes, está Deus com os Seus braços abertos para acolher, abraçar e sustentar as nossas pobres vidas, rasgadas por tantos sofrimentos.
Desde esse rosto apagado pela morte, desde esses olhos que já não podem olhar com ternura os pecadores e prostitutas, desde essa boca que não pode gritar a Sua indignação pelas vítimas de tantos abusos e injustiças, Deus revela-Nos o Seu “amor louco” pela humanidade.
“Deus não mandou o Seu Filho para julgar o mundo, mas para que o mundo se salve por Ele”. Podemos acolher a esse Deus e podemos rejeitá-Lo. Ninguém nos força. Somos nós os que temos de decidir. Mas “a Luz já veio ao mundo”. Por que tantas vezes rejeitamos a luz que nos vem do Crucificado?
Ele poderia pôr luz na vida mais desgraçada e fracassada, mas “o que age mal... não se aproxima da luz para não se ver acusado pelas suas obras”. Quando vivemos de forma pouco digna, evitamos a luz porque nos sentimos mal ante Deus. Não queremos olhar o Crucificado. Pelo contrário, “o que realiza a verdade, aproxima-se da luz”. Não foge para a escuridão. Não tem nada para ocultar. Procura com o seu olhar o Crucificado. Ele faz viver na luz. Fonte Instituto Humanitas da Unisinos

Pastorais Sociais e Organismos da CNBB discutem Rio+20 e Cúpula dos Povos

Desde o dia 12 de março a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça, e da Paz, da CNBB, está reunida no Instituto São Boaventura (ISB), em Brasília (DF), com representantes das Pastorais e Organismos que compõem esta Comissão. A reunião conta com a participação dos bispos referencias da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, como o seu presidente, dom Guilherme Werlang, e dom Enemésio de Lazaris, dom José Luiz Ferreira Salles, dom José Moreira Bastos, dom Roque Paloschi.
Nesta reunião foi refletida a forma de participação da Conferencia Rio+20 e da Cúpula dos Povos. Já o dia 13 foi todo dedicado à partilha do trabalho das Pastorais Sociais e suas propostas para o próximo quadriênio.
O assessor da Comissão para a Caridade, Justiça e Paz, padre Ari dos Reis, disse que uma das deliberações é participar da Cúpula dos Povos. Para ele, essa atividade da sociedade civil voltada à temática ambiental é um importante momento de articulação, participação e cuidado com a "Mãe Terra", a natureza, os bens naturais. Para o padre Ari, a nossa participação deve acontecer em comunhão com a arquidiocese do Rio de Janeiro. As Pastorais optaram também por produzir materiais informativos e formativos sobre a temática, a saber, uma cartilha a ser produzida em comunhão com a rede jubileu Sul Brasil e um vídeo explicativo sobre a Rio+20.
Reunião
Em seguida ao encontro referente a Conferencia Rio+20 aconteceu o encontro das Pastorais Sociais e Organismos da CNBB. Os coordenadores partilharam a sua caminhada, especialmente os desafios em relação às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Nesta partilha, destacou-se as dificuldades de algumas dioceses assumirem e apoiarem as Pastorais Sociais, os problemas quanto sustentabilidade, mas também, o crescente empenho dos agentes em levarem para a frente a dimensão social da Igreja.Fonte CNBB

Vista do Missionário do MEAC

Iniciou, hoje pela manhã a visita do missionário do MEAC Ênio Filipin, em nossas comunidades. Hoje de manhã, a celebração do Dízimo, aconteceu na Comunidade do Rincão dos Fréos. Á tarde, será na Comunidade do Bom Retiro, Linha do Soturno e a noite Linha Base. Amanhã ele visitará Salette, Santo Inácio, Caravaggio e Igreja Matriz e no Domingo, além da Matriz Caemborá. As outras comunidades serão visitadas no próximo final de semana.